domingo, 22 de novembro de 2015

A CRIAÇÃO DEFEITUOSA

                                             A CRIAÇÃO DEFEITUOSA

“No princípio criou Deus o céu e a terra...E disse Deus: Haja luz; e houve luz...E disse Deus: Ajuntem-se as águas ...E chamou Deus à porção seca terra; e ao ajuntamento das águas chamou mares... E disse Deus: Produzam as águas abundantes répteis de alma vivente, e voem as aves...Produza a terra alma vivente ...gado...feras da terra...”
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou...”

Genesis 1: 1-31

Sem querer ser profano sintetizei a criação do mundo por Deus, conforme a Bíblia Sagrada, para chegar ao ponto “X” da pauta dessa crônica.  Deus também erra, aliás se o “homem à sua imagem” é uma prova circunstancial, mas é uma prova. Porque em dizê-lo é exatamente o fato do homem ser uma criação que deu defeito; e por esses mesmos defeitos a humanidade procura camuflar essa sua deficiência, da mesma forma que um dos répteis criado por Deus, o camaleão, também se camufla para esconder sua verdadeira couraça.

O homem quando pergunta ao seu semelhante “como vai?” não significa que ele queira saber, meramente trata-se de um cumprimento; o que é lamentável pois todo homem gostaria de ter alguém a quem pudesse explicar como vai, seus problemas, suas mágoas, suas alegrias, seus erros e acertos, enfim, o poço de problemas ou de alegrias, pior que o sem fundo de nossa atual política nacional.

O homem se reúne em família de forma ampla, como os irmãos, cunhados, sobrinhos, tios, pais e as respectivas proles somente em duas ocasiões: nos velório de um deles ou em algum casamento. Tirou daí, a maioria prefere distância, quanto maior melhor. Quando cruzam acidentalmente o desfecho é sempre o mesmo: “precisamos nos ver mais, talvez almoçarmos um dia desses” e, o campeão das expressões falsas, tipo me engana que eu gosto: a famosa “a gente se fala e combina” – pode esquecer se algum parente te disser isso, ou não seja falso em você dizê-la a algum parente.

No mundo dos negócios usa-se dizer: não há almoço de graça, para retratar o quão interesseiro o homem é – mostra-se cortês e amigo objetivando um retorno em benefício próprio. Por vezes ocorre até em família, pode observar, aliás é nato à criatura de Deus essa percepção, pois quando alguém se aproxima dando-lhe atenção, solícita, toda gentilezas, o homem logo desconfia: o que será que ele está querendo?
O homem gosta de monólogo e detesta diálogo, ou seja: adora falar e detesta ouvir, quando nem o faz, desconversa e sai de fininho. Há sempre uma dose de egocentrismo, de sovinismo, e de cinismo em cada homem. Sábio do homem que não gosta de falar e gosta de ouvir.

Quanto aos amigos, normalmente suprem nossas deficiências de necessidades de vangloriarmo-nos um sobre os outros. O homem adora ostentar sabedoria, poder, riqueza,  mulher bonita( o inverso também é verdadeiro ) , o carro do ano, o relógio de grife e, assim por diante – mas um  perde o outro quando este é inquirido a emprestar algum dinheiro... Interessante notar a vida social do homem, quando maior sucesso , especialmente nos negócios , maior o número de “amigos”, mas quando há eminência de falência nos negócios, o homem começa a perder os “amigos” e quando falido é automaticamente deletado do Facebook dos amigos e também de sua caixa de contatos de suas agendas digitais.

Não é ao acaso o ditado popular: “quem tem um amigo não morre pagão”, não morre pagão, não fica sem dinheiro, não fica sozinho, te escuta, te dá colo, bronca, briga contigo e em alguns momentos lhe dá regalias. É um amigo raro de se encontrar e muito menos de chegar a tê-lo – e, não se finja de ignorante, a amizade é recíproca; ninguém é amigo de alguém somente de uma parte. Falando nisso, faça uma pesquisa rápida, só poderia ser rápida mesmo, se tem algum amigo desses ou se é um amigo desses. Se encontrar, nessa pesquisa, um ou ser um de alguém, posso lhe assegurar que você é um homem de muita sorte na vida. Cachorros não valem, pois esses são todos amigos de seus donos.

É bom parar por aqui, já denegri demais a mim mesmo e aos meus semelhantes. Temos também nossas virtudes, mas como sempre elas não são notadas. Mas confirmo e reconfirmo todas essas impressões, principalmente nesses tempos modernos, onde a tecnologia passou a ser os melhores amigos, os inseparáveis smartphones, notebooks e tablete. O homem conseguiu inventar parafernálias que substituem a ele mesmo perante aos seus semelhantes; pois são caros aos nossos bolsos, mas amigos inseparáveis em todos momentos e situações; pois você os levam até quando usa sua toalete íntima.

Uma crônica de
Gilson Marcio Machado


Nota do autor: Qualquer semelhança com algum leitor é mera coincidência.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

CHOVEU NA CABECEIRA

                                           CHOVEU NA CABECEIRA

Sempre mencionamos a lei de Murphy quando alguma coisa e, normalmente seguida por outras não vão bem; porém, há dias ou situações que invocar a lei desse engenheiro americano não é justo, pois ele somente previu que quando alguém vai fazer alguma coisa e que existe uma única chance de não dar certo, o indivíduo irá fazer exatamente essa.

Vamos aqui dar a alcunha à uma nova lei, essa sim é para não deixar dúvidas a nem aos adeptos de São Tomé, pois é uma lei escancarada e provocaria inveja ao próprio Murphy. Ela se apresenta naqueles dias que você não deveria ter saído de seus aposentos noturnos, ou o popular quarto de dormir. Não precisaria ficar na cama, pois ninguém aguentaria ficar “jiboiando” noite e dia diretos, mas bem que poderia ligar sua TV do dormitório e ver aqueles programas matinais que nossas mulheres veem normalmente quando dos seus afazeres triviais e, no decorrer da tarde, após sua sesta ao estilo nortista do país, assista a um bom filme – à tardinha já emende lendo um daqueles livros que comprou e outros que ganhou e nunca os leu. A sim, a alcunha: vamos dar o nome a “ Choveu na Cabeceira”, o que sem falsa modéstia é uma expressão eternizada por meu pai na sua cidade natal, que também é a minha querida Guará, a Terra do Sol e do lobo símbolo, pelo menos atualmente, pois houve época em que esse símbolo era uma espécie de garça, que vivia em lagoas nos tempos idos, que chegou a influenciar antigo designativo de Lagoa das Éguas dessa cidade incrustada na Califórnia Brasileira, por sua riqueza de seu solo, terra roxa de maiores valores por alqueires do país. Cidade próspera graças às tradicionais administrações alternadas dos grupos políticos Pés Rachados e os Macaúbas, com predominância dos clãs Migliori e Furtado.

Originalmente “Choveu na Cabeceira” era uma expressão usada por pescadores amadores e de água doce. Quando chove na cabeceira do rio, a água fica lamacenta e fica inviável à pescaria, pois os peixes não enxergam nada e preferem ficarem entocados. Portanto, vamos doravante usar no sentido figurado essa expressão, apesar de faltar a autenticidade de seu autor, pois já se encontra em outro plano desde o ano de 1991 num dia 05 de novembro.


Choveu na Cabeceira quando:


. Todos semáforos (em algumas regiões são faróis ou sinaleiras) por onde passa no seu trajeto, fecham quando você se aproxima. Só para variar você acelera um pouco mais para alcançar o próximo aberto e é premiado com uma multa de velocidade pelo radar e, ainda leva uma multa do guarda de trânsito que viu você avançar um “tiquinho” no vermelho. Tenho um irmão que conseguiu três multas numa única conversão que fez na Av. Sena Madureira com Av. Domingos de Moraes em São Paulo.

. O mesmo ocorre quando em sua casa ou seu escritório os aparelhos começam a dar defeitos – ora a TV que quebra, o PC que apaga e não dá sinal de vida, você por descuido deixa cair aquele copo ou taça de cristal que faz parte de um jogo valioso, nem tanto, como dizem os economistas, pelo valor real e mais pelo emotivo. O interessante é que quando começa a incidir não para, começam a acontecer como se um urubu tivesse sobrevoado sua seara e de quebra um gato preto tenha passado sob uma escada. Nessas ocasiões melhor mesmo é evitar até de se trocar uma lâmpada de um abajur pois certamente você quebrará o aparelho iluminador ou destruirá sua fiação.

. Chove na Cabeceira quando os adeptos aos jogos de azar precisam ganhar e jogam para ganhar, uns vão para o Uruguai, outros mais abastados vão para Las Vegas nos cassinos milionários e, os menos afortunados, jogadores de bingos, cometem  contraversão, no caso do Brasil, e jogam em lugares secretos. Tanto os que jogam em Vegas ou em Punta del Este, como os clandestinos “bingueiros” quando precisam não ganham; se estão no vermelho, aumentarão o seu déficit. Quanto mais insistirem mais azar terão.

. O exemplo mais clássico é aquele das filas nos caixas dos supermercados ou dos bancos, enfim, qualquer fila. Tem dia que só porque você é um contemplado participante da fila, a caixa registradora quebra, ou o papel se enrosca, quando não há um entrevero de algum colega na dianteira da fila questionar o preço e aí para tudo, ascende-se a luz vermelha para chamar o supervisor que sempre está muito ocupado e que demora uma eternidade e, haja pernas para aguentar a espera da solução do impasse.

. O maior exemplo de que Choveu na Cabeceira que ouvi há poucos dias foi o ocorrido com uma senhora que andava tranquilamente pela calçada, num bairro de São Paulo quando ao passar sob uma árvore caiu um ouriço na sua cabeça, o que requereu sua internação para extração de uma centena de espinhos de sua cabeça.

Como dizia meu pai se Choveu na Cabeceira, larga, larga, larga e se recolha ao seu canto e de preferência não fale nada e não toque em nada. E outra máxima que dizia era “jamais olhe nos olhos de alguém com alto teor etílico no sangue” – experimente para ver.... É pior que aquele que explica aos mínimos detalhes como tem passado, quando alguém, por força do costume, pergunta “como vai? ”


 Uma crônica de

Gilson Marcio Machado

domingo, 1 de novembro de 2015

A DECADÊNCIA DO PT NO PODER

                                      A DECADÊNCIA DO PT NO PODER

A decadência petista continua numa espiral que supera qualquer outra na história da República Federativa do Brasil. Não se trata de uma afirmação de alguém que é anti-petista, mas sim de quem observa e analisa os acontecimentos que tem ocorrido com o governo da situação, igual a milhões de cidadãos. Vejamos os principais sinais de que o governo petista já recebeu a “extrema unção”:

. Os índices de rejeição dos brasileiros ao governo Dilma. Na última pesquisa do Datafolha de agosto passado, o índice de rejeição chegou a 71% dos brasileiros e com um índice de aprovação de apenas 8 %.

. O aumento do desemprego devido ao sucateamento de empresas, em decorrência da situação econômica do país que se encontra em recessão. O PIB – Produto Interno Bruto fechou em 2014 com 0,1% e com previsões de fechar com um crescimento negativo em 2015 de -3.0% e -1,0% em 2016.
 
. Aumento da inflação, o que tem provocado a volta das famosas maquininhas de precificação, com uma incidência que chega a provocar descontrole nos preços expostos nas gôndolas dos supermercados e os do sistema que imprime sua nota de compra no caixa. Os preços dos produtos básicos que consumimos habitualmente em sua maioria subiram ao mínimo em 50%, em curto período de tempo

. O rebaixamento da nota do país nos órgãos de crédito internacionais. Como exemplo a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s reduziu a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa, o que significa que há chance de nova revisão para baixo. Com essa classificação o país perde o grau de investimento, conferido aos países no rol de bons pagadores e seguros para investir. Essa revisão tem a ver com a proposta orçamentária do país para o ano de 2016 que prevê um déficit primário de R$30,5 bilhões ao invés de um superávit estimado anteriormente de 0,7%.

. O TCU – Tribunal de Contas da União reprovou as contas de 2014 do governo federal, fato que ocorre a primeira vez com a República. Caberá o julgamento final, conforme a lei, ao Congresso Nacional.

. O TSE – Tribunal Superior Eleitoral, investiga a campanha que elegeu Dilma e seu Vice em 2014, o que poderá acabar em anulação dos resultados eleitorais, o que exigiria novas eleições num período de 90 dias, nesse interim assumiria o Presidente da Câmara dos Deputados.

. Vários pedidos pró-impeachment estão na gaveta do Presidente da Câmara, afora aqueles que já foram descartados, estando pendentes de acatamento ou não, inclusive, o do jurista Miguel Reale Jr e Hélio Bicudo, um dos criadores do partido PT.
O governo federal na pessoa da Presidenta Dilma, já tentou várias alternativas de coordenação política e, quanto mais tenta, mais embola o “meio de campo”. Já deixou nas mãos de seu Vice, Michel Temer, que se abdicou da função, e terminando a deixar com o seu antecessor Lula, essa função que na prática é inerente ao cargo da Presidência da República.

Um último suspiro fora dado com a reforma ministerial, incluindo a redução de 39 para 31 ministérios, numa tentativa de conseguir apoio no legislativo para votar, no momento, os vetos presidenciais, que segundo a visão do governo precisam ser mantidos e, para isto se é necessário um quórum mínimo de presença, o que não se conseguiu até então.

Tudo está contra a maré nessa que deverá ser a última empreitada do PT – Os próprios aliados tentam usar e abusar do governo por esse estar à minguá por apoio; o povo já foi às ruas várias vezes pedindo o impeachment de Dilma.

O Ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy, está com uma missão impossível nas mãos, pois o problema básico, antes do econômico, é o de credibilidade política que o PT- Partido dos Trabalhadores perdeu, devido aos sucessivos escândalos de envolvimento em corrupção que vieram à tona com o Mensalão e mais recentemente o Petrolão com a Operação Lava Jato que desbaratou o maior escândalo de corrupção que o mundo contemporâneo sofreu , adicionando-se ao fato do PT ter feito promessas de campanha que não foram cumpridas, e que afetam diretamente os bolsos dos trabalhadores e também do mundo empresarial da nação.
Chegou a hora de bater em retirada, não há remédio para o mal produzido ao país, a não ser aquele de banir do poder os que traíram a confiança de 54,5 milhões de eleitores.

Crônica de

Gilson Marcio Machado

TUDO NO DEVIDO TEMPO

                                       TUDO NO DEVIDO TEMPO

Nesse mundo que os cristãos dizem ser obra de Deus, os muçulmanos de Alá, os cientistas do Big Ben e, o Papa diz que este também é obra de Deus e, várias outras filosofias; tudo tem seu devido tempo:

. Como ainda fetos nos úteros de nossas mães temos que esperar o nono mês para nascer e deixarmos aquele mundo molhado por onde habitamos por ¾ de ano ligados a um cordão umbilical que nos alimentávamos.

. Quando criança ficamos ávidos para que a juventude chegue logo para podermos namorar, beijar e podermos ter nossa primeira experiência sexual – como será e com quem? Certamente a maioria já tem alguma garota em mente, só o pai dela não pode sabê-lo.

. Quando adolescentes cansamo-nos facilmente de sermos chamados de meninos e, queremos logo sermos tratados como adultos e, sempre temos um exemplo a seguir: ser um adulto como é o seu pai, ou padrinho, ou aquele tio que você admira.

. Quando adultos recém saídos da juventude, somos considerados muito jovens para determinadas tarefas, o que nenhum de nós, na oportunidade, concordávamos.  Mas os tempos agora são outros, nessa fase são agora os da geração Y – bem cotados e por vezes chefes dos chamados maduros.

. Quando maduros começa uma preocupação interminável até o último dia de nossas vidas, ou seja, o envelhecimento, coisa que ninguém quer para si, que o seja para os outros. É tão latente essa psicose do envelhecimento, que todos fazemos dela chacotas como uma forma de relaxar a preocupação e a realidade das rugas nos rostos, nas mãos, do botox aplicado nos lábios e nas maçãs da face, nas plásticas feitas e uma infinidade de outras coisas milagrosas que alguns fazem, como dietas, ginasticas, ioga ...
. Quando efetivamente envelhecemos começamos a ocultar nossas idades e quando questionados fazemos as famosas chacotas e mentimos ou desconversamos e, as mulheres invariavelmente mentem suas idades e, claro que para menos. Sentimos, nessa fase, uma sensação de perda – do tempo que passou e não volta mais. Uns até conseguem sobreviverem bem nessa situação e outros não, talvez a maioria. Alguns querem provar a si mesmos e também aos outros, de que estão tão bem quanto aos jovens e, começam a fazerem atividades, então fadadas aos jovens, que as levam a exaustão e correm até o risco de sofrerem um enfarte ou uma queda fatal, como por exemplo ir a um baile e dançar a noite toda, ou saltar de paraquedas, ou atravessar um rio à nado, ou surfar e outras travessuras mais.

. Quando velhos esperamos por algo que nunca iremos conseguir, pelo menos nessa encarnação, que seria termos o nosso próprio cantinho, uma casa ou apartamento que por pequeninos que sejam, mas somente nosso, como no passado todos tivemos.
. Quanto mais velhos formos ficando mais desejos vão aguçando nossos poucos e lúcidos raciocínios – são coisas que antes nos eram simples e não tínhamos a menor percepção de quão valiosas são, como ter com quem conversar e que te ouçam...usarmos cuecas e calcinhas como sempre as usamos e não esses fraldões vergonhosos que somos forçados a usarmos por incontinências.

. Quando as doenças chegam, e invariavelmente chegam, com o passar dos anos, se não morrermos antes, levarão-nos para as camas. Ai sim sentiremos vontade de voltarmos ao passado e não mais de pularmos no tempo para o futuro.
. Tudo tem seu devido tempo, até a hora para morrermos com dignidade. Esse certamente será o nosso último desejo e o derradeiro tempo.


Crônica de

Gilson Marcio Machado

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Notícia: Lançamento de livro OS PAIS DA GERAÇÃO Y

Compreender o passado para entender o presente e idealizar o futuro. Esse é um dos principais objetivos dos historiadores e também de Gilson Marcio Machado, que lança a obra “Os Pais da Geração Y”, da All Print Editora. Na publicação, Machado faz uma retrospectiva a respeito da geração nascida no período pós 2ª Guerra Mundial, que atualmente são pais e avós dos nascidos a partir da década de 1980, as chamadas gerações X, Y e Z.
O autor discorre sobre toda a jornada de vida de sua geração e seus contemporâneos, a chamada Baby Boom, verdadeiros percursores das modernas tecnologias existentes no mundo atual. Traça, ainda, um paralelo entre os comportamentos das pessoas nascidas nos anos 1950 e as gerações atuais, no campo da tecnologia, cultura e usos e costumes, além, é claro, da atuação no mundo corporativo.
O livro conta com a participação de Norberto Chadad, CEO de Thomas Case & Associados, conhecido como o engenheiro que virou facilitador de gente. Por meio de seus artigos, Chadad faz uma análise, esclarece e orienta com dicas importantes os empresários e os trabalhadores atuantes no mundo corporativo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A DECADÊNCIA DO PT NO PODER

                                         A DECADÊNCIA DO PT NO PODER

A decadência petista continua numa espiral que supera qualquer outra na história da República Federativa do Brasil. Não se trata de uma afirmação de alguém que é anti-petista, mas sim de quem observa e analisa os acontecimentos que tem ocorrido com o governo da situação, igual a milhões de cidadãos. Vejamos os principais sinais de que o governo petista já recebeu a “extrema unção”:

. Os índices de rejeição dos brasileiros ao governo Dilma. Na última pesquisa do Datafolha de agosto passado, o índice de rejeição chegou a 71% dos brasileiros e com um índice de aprovação de apenas 8 %.

. O aumento do desemprego devido ao sucateamento de empresas, em decorrência da situação econômica do país que se encontra em recessão. O PIB – Produto Interno Bruto fechou em 2014 com 0,1% e com previsões de fechar com um crescimento negativo em 2015 de -3.0% e -1,0% em 2016. 

. Aumento da inflação, o que tem provocado a volta das famosas maquininhas de precificação, com uma incidência que chega a provocar descontrole nos preços expostos nas gôndolas dos supermercados e os do sistema que imprime sua nota de compra no caixa. Os preços dos produtos básicos que consumimos habitualmente em sua maioria subiram ao mínimo em 50%, em curto período de tempo

. O rebaixamento da nota do país nos órgãos de crédito internacionais. Como exemplo a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s reduziu a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa, o que significa que há chance de nova revisão para baixo. Com essa classificação o país perde o grau de investimento, conferido aos países no rol de bons pagadores e seguros para investir. Essa revisão tem a ver com a proposta orçamentária do país para o ano de 2016 que prevê um déficit primário de R$30,5 bilhões ao invés de um superávit estimado anteriormente de 0,7%.

. O TCU – Tribunal de Contas da União reprovou as contas de 2014 do governo federal, fato que ocorre a primeira vez com a República. Caberá o julgamento final, conforme a lei, ao Congresso Nacional.

. O TSE – Tribunal Superior Eleitoral, investiga a campanha que elegeu Dilma e seu Vice em 2014, o que poderá acabar em anulação dos resultados eleitorais, o que exigiria novas eleições num período de 90 dias, nesse ínterim assumiria o Presidente da Câmara dos Deputados.

. Vários pedidos pró-impeachment estão na gaveta do Presidente da Câmara, afora aqueles que já foram descartados, estando pendentes de acatamento ou não, inclusive, o do jurista Miguel Reale Jr e Hélio Bicudo, um dos criadores do partido PT.

O governo federal na pessoa da Presidenta Dilma, já tentou várias alternativas de coordenação política e, quanto mais tenta, mais embola o “meio de campo”. Já deixou nas mãos de seu Vice, Michel Temer, que se abdicou da função, e terminando a deixar com o seu antecessor Lula, essa função que na prática é inerente ao cargo da Presidência da República.

Um último suspiro fora dado com a reforma ministerial, incluindo a redução de 39 para 31 ministérios, numa tentativa de conseguir apoio no legislativo para votar, no momento, os vetos presidenciais, que segundo a visão do governo precisam ser mantidos e, para isto se é necessário um quórum mínimo de presença, o que não se conseguiu até então.

Tudo está contra a maré nessa que deverá ser a última empreitada do PT – Os próprios aliados tentam usar e abusar do governo por esse estar à minguá por apoio; o povo já foi às ruas várias vezes pedindo o impeachment de Dilma.

O Ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy, está com uma missão impossível nas mãos, pois o problema básico, antes do econômico, é o de credibilidade política que o PT- Partido dos Trabalhadores perdeu, devido aos sucessivos escândalos de envolvimento em corrupção que vieram à tona com o Mensalão e mais recentemente o Petrolão com a Operação Lava Jato que desbaratou o maior escândalo de corrupção que o mundo contemporâneo sofreu , adicionando-se ao fato do PT ter feito promessas de campanha que não foram cumpridas, e que afetam diretamente os bolsos dos trabalhadores e também do mundo empresarial da nação.

Chegou a hora de bater em retirada, não há remédio para o mal produzido ao país, a não ser aquele de banir do poder os que traíram a confiança de 54,5 milhões de eleitores.

Crônica de

Gilson Marcio Machado

domingo, 4 de outubro de 2015

A ARAPUCA POLÍTICA

                                      A ARAPUCA POLÍTICA 

Estamos atualmente dentro de uma autêntica arapuca. Para quem viveu sua infância no interior identifica arapuca como uma armadilha feita de galhos ou bambus secos para aprisionar pequenos animais desavisados, normalmente atraídos por alguma isca. Porém, conforme o dicionário Michaelis, também significa:

. “Negócio para iludir os incautos; conto-do-vigário”
. Por sua vez “incauto” significa: “ que não é cauto; sem cautela; crédulo, ingênuo; imprudente e aquele que não tem cautela. ”

É exatamente como me sinto com essa reformulação dos ministérios, incluindo, nessa falcatrua a redução de 8 ministérios, num universo de 39, o que praticamente nada significa.

É um arranjo descarado de unir forças no Congresso Nacional anti- impeachment da Presidenta. Pois junto a redução pífia dos ministérios veio também a reforma ministerial e o maior arranjo feito foi o de tirar o Mercadante da Casa Civil e substitui-lo pelo Jaques Wagner dantes da Defesa. Vontade absoluta de Lula, que tem afeto por Jaques e desafeto por Mercadante. De qualquer forma é sabido que essa reforma ministerial teve como objetivo principal angariar apoio a Dilma no Congresso e, sob a batuta de Lula, que tem interagido descaradamente atropelando a Presidenta para auto defender sua candidatura em 2018. Nesse aspecto temos uma Presidenta que passou a ser Ex e um Ex que passou a ser Presidente.

O Poder Executivo tem feito de tudo para desmoralizar o Presidente da Câmara, o terceiro na sucessão Presidencial no caso de vacância do Presidente e de seu Vice. As denúncias sobre ele fluem rapidamente como todas deveriam fluir, o que não ocorre, mas com Cunha a coisa anda rápido – é óbvio, pois está em suas mãos acatar um dos pedidos de impeachment e colocá-lo em votação.

A principal arapuca consiste no fato das interferências no poder por Lula que visa preservar o máximo possível de que possa do PT, para tentar voltar ao poder em 2018. E, por outro lado a oposição, principalmente o PSDB, deixa desmoralizar ao máximo possível a Presidenta e seu partido, mantendo-a no poder com a filosofia de quanto mais ficar pior para o PT e mais chances ao PSDB em 2018; porém, é pior para o Brasil também.


Que saudades de minha infância quando arapuca era algo para pegar pequenos animais ou aves (não se falava em IBAMA naquela época). Hoje a arapuca política está colocando em risco toda a economia nacional, incluindo a desvalorização ascendente do Real, aumento da inflação e do desemprego. Haja vista o rebaixamento da nota do pais nos órgãos mundiais de avaliações de crédito.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O MUNDO DOS MUÇULMANOS

                             O MUNDO DOS MUÇULMANOS

M
uçulmano é o nome dado ao adepto do islamismo. Este por sua vez é considerado um seguidor da religião abraâmica , monoteísta, cujos ensinamentos estão fundamentados no Alcorão, que é considerado pelos seguidores como a palavra de Alá (Deus em árabe). Os muçulmanos consideram Maomé como o último profeta de Alá. Acreditam que o islã é única versão completa da fé que foi revelada em muitas épocas e lugares, incluindo nesses movimentos Abraão, Moisés e o próprio Jesus; considerados profetas pelos seguidores do Islã.

Os muçulmanos tem uma ramificação histórica, sendo sua maioria (em torno de 80 %) sunitas e uma minoria (cerca de 20%) de xiitas . A exemplo dos cristãos que também se dividiram em Católicos Apostólicos Romanos e Lutero com os seus seguidores protestantes.

A população mundial está em torno de 7,3 bilhões de habitantes, sendo cerca de 22% muçulmanos ( 1,6 bilhões ). O número até que é bem razoável, porém o maior problema seria a concentração de muçulmanos em determinadas partes do mundo que provocam um desiquilíbrio entre muçulmanos e cristãos, que acaba abalando as relações diplomáticas e até de segurança nacional do ocidente e vice-versa.

A maior parte dos muçulmanos vive na Indonésia, inclusive, é o maior pais muçulmano do mundo, com 13% da população islamista do mundo , vindo a seguir 25% no Sul da Ásia , 20% no Oriente Médio e 15% na África do Norte. Porém, o mais preocupante é a sua absoluta predominância em determinadas regiões e países , como por exemplo, nos países abaixo a população de muçulmanos passa de 90% da população total de cada um:- Afeganistão – Argélia – Arábia Saudita – Egito – Irã – Jordânia – Líbia – Omã – Paquistão – Somália – Senegal – Síria – Gâmbia – Bangladesh – Cisjordânia – Iêmen – Iraque e outros com porcentagens também significantes.

O maior problema para o mundo não islâmico é o fanatismo de alguns radicais que se suicidam para matarem cristãos em massa em nome de Alá. Esses radicais fanáticos depõem contra o próprio islã, a ponto de em algumas partes do globo, muçulmano ser sinônimo de terrorista, o que não há nenhum sentido lógico ou religioso, sendo simplesmente resquícios de atentados terroristas que comumentemente estão acontecendo pelo mundo provocados por radicais em nome de Alá.

Nos últimos tempos esse terrorismo de algumas facções do islã está provocando um desequilíbrio político, religioso e econômico em vários países, com suas populações procurando refugiarem para várias partes do mundo. A maioria dos casos de forma ilegal e acabam sendo vítimas de coiotes especializados em acharcarem as famílias desesperadas para deixarem a guerra e o terror de seus países de origem. Muitos têm morrido nessas tentativas de fugas.

Os muçulmanos radicais estão no momento criando dentro do território da Síria, país que se encontra em guerra civil, um Estado Islâmico e, não tem demonstrado nenhuma ética e muito menos irmandade, pelo contrário, tem demonstrado a barbárie , incluindo, decapitações filmadas para divulgá-las no ocidente.

Somente os países árabes vizinhos à Síria já receberam 4 milhões de refugiados, incluindo a Jordânia, e o Líbano principalmente. Muitos têm tentado entrar na Europa atravessando o Mar Mediterrâneo em embarcações clandestinas, cujos índices de naufrágios com milhares de mortos têm consternado o mundo.

A atual locomoção em fuga de povos dessas regiões em conflito, tem provocado mudanças de regras nas leis de imigração nos países europeus, no Reino Unido e até em países das Américas, incluindo o Brasil.


Muçulmano ou não, o que menos importa, o mundo precisa ajudar esses povos nesse momento difícil, desencadeados no pós Primavera Árabe, cujos movimentos sociais derrubaram governos, modificaram regimes de governo e a somatória de todos esses acontecimentos provocou um desequilíbrio social , político e principalmente religioso.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ó pátria amada, Idolatrada, Salve ! Salve !

                   Ó pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve !”

Já escrevi três livros de crônicas que incluem especialmente o tema político, cerca de 150 dessas. Confesso, calei-me sobre esse tema nas últimas semanas, por absoluta falta de assunto salutar , seja político, econômico, impeachment ou renúncia presidencial, a essa nossa pátria a que se refere essa estrofe de seu hino nacional (letra de Joaquim Osorio Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva).

Tenho falado sobre corrupção, mensalão e corrupção, lava jato e corrupção , Petrobras e corrupção, BNDES e corrupção, e para variar : lavagem de dinheiro e desvios, caixas de campanhas e desvios, enriquecimento dos políticos e desvios . Sempre envolvidos elementos do PT, dos seus chefões e até , alias principalmente do seu presidente emérito, retirante nordestino do interior do Pernambuco, ex-metalúrgico que se “acidentou” e perdeu um dedo , aposentando-se por incapacidade laboriosa, tornando-se sindicalista.  Percebeu que podia influenciar massas , chegando a Presidência da República e deu no que deu – chegamos a esse ponto em que estamos vivenciando devido ao projeto de governo de um partido que beira mais aos interesses escusos etnicamente e antidemocráticos que aos dos trabalhadores dessa pátria amada; o que contraria frontalmente sua bandeira de Partido dos Trabalhadores.
Muito já escrevi sobre Ruy Barbosa (1849 -1923 - Jurista, diplomata, escritor, filólogo, tradutor, orador e político), e não me esqueço esta sua frase, pois tem tudo a ver com os dias atuais do povo brasileiro ao qual me incluo:

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Quem mente ao povo em posição de comando de uma nação é motivo ao mínimo de impeachment em muitos países do mundo democrático – aqui a mentira dos políticos no poder é simplesmente deslavada, imoral, criminosa e outros predicados afins. Realmente são tão usuais essas práticas que nós o povo chegamos a envergonharmo-nos de ser honestos. Pois é um desânimo total, como é comum ouvirmos e até eu o falo:
                        “não vai dar em nada, tudo virará uma enorme pizza”

Quando vemos pela mídia que as delações premiadas já citaram Lula e Dilma e até então não foram nem sequer tocados pelo Procurador Geral da República, a quem competiria solicitar investigação ao STF- Supremo Tribunal Federal, pelo direito ao foro privilegiado, vergonhosamente foi reconfirmado no cargo por mais dois anos – sentimo-nos envergonhados de tamanha imoralidade que sugere um grande acordão.
As tão faladas “Pedaladas Fiscais” quando o governo Dilma manipulou números e alocações de verbas, elaborou normas em decretos alterando criminosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal. E, vemos o TCU – Tribunal de Contas da União permitir que se empurre com a barriga seu julgamento , como se o crime cometido pudesse ser praticado no governo do PT.

Quando vemos e assistimos passivamente, restando-nos tão-somente batermos nas panelas que até já estão amassadas e, ou protestarmos nas ruas, os grandes conchavos entre Dilma , Renan, Eduardo Cunha, Michel Temer, Lula, Ministros do Superior Tribunal Eleitoral e até alguns do STF-Supremo Tribunal Federal, e o mais escabroso, como já dito, Procurador Geral da República.

Quando vemos que a governabilidade desse país está à deriva, pois usam o timão do barco , em lugar de Dilma, ora Lula, ora Michel Temer, ora Renan , sem falar no Ministro da Fazenda que impõe condições ao invés de receber condições da mandatária e, ainda há aqueles que pretendem botar a mão nesse timão antes que o barco afunde de vez.

Falando ainda em governabilidade o PMDB acaba de cancelar seu apoio incondicional ao governo, com a saída de Temer da Coordenação Política do Governo (a única república democrática presidencial ,que conheço, que delega pelo presidente essa função). O Palácio do Planalto virou um palco de “criolos doidos” e “casa de Mãe Joana”, uma esbórnia total.

Os grandes lideres que essa nação já teve estão se virando em seus túmulos; talvez até aquele desaparecido no mar reapareça para esfregar a constituição de 1988 na cara de minha gente em Brasília. Pena que o país passa por uma crise, também, de ausência de lideres, onde até sapos barbudos chegam a pensar que o são, pois na ausência de maestro a orquestras fica em descompasso e qualquer um, por desqualificado que seja possa tentar regê-la; algo parecido com o atual momento da política no país.

Se Joaquim Osório Duque Estrada ainda fosse vivo , talvez fizesse uma alteração na letra do hino nacional, como alterar a frase do título desta crônica para a frase abaixo , que a encerra :

Salvemos a nossa pátria idolatrada!

Crônica de

Gilson Marcio Machado

quarta-feira, 15 de julho de 2015

MUDANÇA DE RUMO

                                       MUDANÇA DE RUMO

O mundo está passando, nessas duas décadas iniciais do século XXI, por verdadeira revolução social e cultural devido aos avanços tecnológicos da internet viabilizada maciçamente por aparelhos como os ipods, tabletes, notebooks, smartphones além dos caseiros personals computers.

Não estou aqui falando de nós , usuários e meros mortais, influenciados pelo modismo das redes sociais, dos selfies, e do mundo show business ao seu alcance num dedilhar na tela led de seus micros smartphones ou afins, onde queira que esteja, no seu leito , no seu banco carona do carro, na direção de seu carro, no banco de um transporte coletivo e, também, infelizmente à mesa de refeições de seu aconchego, nos passeios com sua turma e ou acompanhante ... Assim infinitamente proliferado .

O ser humano com sua capacidade de criação tecnológica que entrou no último quarto dos anos do século passado em curva ascendente e com capacidade que beira a geometria, como se a humanidade tivesse acordado de um sono profundo e hibernante em milhares de séculos – acordou dessa hibernação faminta de tecnologia da mesma forma que os ursos ansiosos por mel.

 A criatividade emanada dos atuais cérebros das novas gerações Y e Z ao mesmo tempo em que criam e desenvolvem novas tecnologias pela própria ânsia de seu modo de ser , também em paralelo, desenvolve a contra tecnologia, ou melhor dizendo, cria-se antídotos cibernéticos que conseguem invadir qualquer sistema de computadores do mundo, incluindo aqui, os poderosíssimos sistemas de segurança das principais nações do mundo, inclusive aquelas que detêm o poderio militar de destruição em massa, que é o caso dos sistemas de defesa estadunidense, incluindo claro, os computadores do Pentágono.

Em poucas décadas o poderio socioeconômico, a supremacia militar, e liderança de comandos existentes no então mundo correspondente, era fundamentado e lastreado , além de as máquinas físicas existentes, como as da indústria de guerra , as operatrizes de produção agrícola e as respectivas infraestruturas de logísticas espalhadas pelo globo terrestre, também no poder dos cérebros de celebridades do “show business” político, espalhados nos pontos estratégicos do poder, como os mega-assessores aos homens no comando das potencias, quando não os próprios lideres , a exemplo de Kissinger, Kruschev, Lenin, Mao Tse Sung, Kennedy, De Gaulle, Gorbachev e até o nosso Golbery por ocasião da ditadura militar. O mundo funcionava e se mantia assim, ou seja, com poderosas máquinas de um parque industrial voltado não só às industrias de bens de consumo, como também à indústria bélica e no poder de liderança de mentes privilegiadas de alguns poucos lideres mundiais com suas espionagens e contraespionagens, das hoje ultrapassadas, CIA, Interpol, Scotland Yard, KGB e outros.

Mas o mundo mudou e tornou as mentes dos famosos lideres e seus assessores especiais obsoletas – não por serem superadas por outras grandes lideranças ou gênios humanos, mas sim devido o advento da internet e o descobrimento das chamadas nuvens cibernéticas, onde tudo passou a ser armazenado e controlado por quem tiver a tecnologia , que por vezes é “produzida” com sucata cibernética em depósitos domésticos com a ação de mentes jovens e criativas nessas tecnologias.

Tudo hoje sem exceção está navegando nessas nuvens, nossas comunicações pelos e-mails pessoais , comerciais , de sistemas de segurança, das redes sociais, sistemas operacionais de todos os tipos de mercados, sejam financeiros, industriais, domésticos – tudo , mas tudo mesmo, a ponto de nada mais funcionar nesse mundo tecnológico sem os denominados “sistemas”. Se estiverem fora do ar por qualquer anomalia, como falta de energia, ação de hackers , ou problema técnico mesmo, tudo para , como os famosos avisos que de vez por outra encontramos nas repartições comerciais, publicas ou privadas: “Estamos sem sistema” e as portas cerradas.

Portanto, certamente estamos com mudanças de rumo, uma forma simplista de dizer que tudo em brevíssimo tempo poderá estar diferente em nossas vidas e no nosso habitat – quando podemos notar que o poder das máquinas, dos homens brilhantes, do poder financeiro, e todos demais poderes dantes significantes, estão em fase descendente de importância. O poder de armazenamento de informações das nuvens cibernéticas e as minúsculas placas de circuitos eletrônicos que cabem em uma só mão, poderão decidir e influenciar nos rumos a seguirmos, quiçá esses “jogos” fique sempre em mãos de pessoas de bom censo tanto religioso, como de humanidade e, bem longe das mãos das mentes doentias que possam fazer uso das mesmas para destruição em massa...

Na minha juventude assisti por algumas vezes ao filme “A Space Odyssey” (no Brasil : 2001 Uma odisseia no espaço). Um filme produzido em 1968 por Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke. O filme trata da evolução humana, tecnológica, da vida extraterrestre e da inteligência artificial . A nave era controlada pelo potente computador HAL 9000 que em determinada fase da estória deixa de obedecer ao comando dos astronautas e passa a tomar suas próprias decisões sobre os destinos da missão. A tecnologia apresentada no filme produzido há meio século, não são diferentes da realidade de hoje, pelo menos em termos básicos da tecnologia de navegação cósmica, satélites, módulos lunares, comunicações , mas e o HAL ?

Será que não estaríamos próximos de sermos controlados por supercomputadores como o HAL foi para a nave de Uma odisseia no espaço?

Uma crônica de

GILSON MARCIO MACHADO

sexta-feira, 10 de julho de 2015

BURACO NEGRO

Fórum dos Leitores
Estadão – 20 de maio de 2015

                                                 BURACO NEGRO

Buraco negro é uma região no espaço que possui uma massa grande concentrada que exerce uma força gravitacional não deixando escapar nada dessa força, nem mesmo a luz. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro. É um exemplo metafórico de como se encontra o Brasil nos dias de hoje, ou seja, estamos literalmente dentro de um buraco negro. Não conseguimos sair nem modificá-lo, e tudo é engolido por ele, sem que possamos ver nenhuma luz a nossa disposição.

Dentro desse buraco negro estão, por exemplo, as famílias brasileiras que em março atingiram um endividamento de 59,6%, ou seja, sessenta por cento das famílias estão endividadas. Os maiores credores são os vorazes cheques especiais, cartões de crédito, cheques pré-datados e empréstimos pessoais, além dos financiamentos pessoais e de carros. A estabilidade dos preços também está prisioneira nesse buraco negro, pois a inflação está com seu dragão à solta e os preços têm subido assustadoramente, principalmente nos itens básicos à população, como os alimentos e materiais de limpeza, higiene e perfumaria. Os carrinhos dos supermercados chegam aos boxes dos caixas cada vez mais minguados, pois o dinheiro ficou curto, na verdade desvalorizado nesses itens muito mais que nos índices econômicos.

 As empresas brasileiras, principalmente aquelas de pequeno porte, como prestadoras de serviços, restaurantes, bares, hotelaria, festas e entretenimentos de uma forma geral, estão literalmente prisioneiras desse buraco negro. Não conseguem sair do buraco, não conseguem manter seus negócios nem sequer desfazer-se dos mesmos, pois, para encerrar suas atividades, é preciso ter fundos para pagamentos de rescisões de contratos de aluguéis, empregatícios e encerrar a ciranda com os fornecedores. A situação é tão crítica que virou moda se precaver, os que estão em eminência de falência, e tirar seus bens de seus nomes, colocando-os em nome de parentes ou outros laranjas – o buraco é mais profundo do que possa parecer...
 O povo brasileiro está num estado de apatia, descrença no governo e nas autoridades constituídas, exceção a um juiz, que é o Dr Sérgio Fernando Moro; situação esta muito parecida com a de durante o impeachment de Collor de Mello e quando Itamar Franco assumiu o governo. Naquela ocasião, o salva-vidas da Pátria foi o Plano Real, que nos dias de hoje, em face da administração do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus desmandos, corrupção e um projeto criminoso de governo, corre o risco de se deteriorar e jogar de vez tudo dentro desse buraco negro, que tem uma dimensão a fazer inveja a qualquer galáxia do espaço sideral.


Gilson Marcio Machado


São Paulo

XADREZ -

Fórum dos Leitores
Estadão – 10 de maio de 2015

por Gilson Marcio Machado


                                                        XADREZ

O cenário político brasileiro está mais complicado que um jogo de xadrez para quem não conhece este jogo. O movimento das peças é matreiramente para dar o xeque-mate no adversário, ou seja, capturar o rei adversário ou fazer o adversário desistir, o que certifica a vitória de seu oponente - com raras exceções declaram-se o jogo empatado. Imaginemos Brasília como um enorme tabuleiro estendido no Planalto Central do País,

Dilma joga primeiro, portanto, com as pedras brancas, legitimada pelos eleitores; hoje pedem sua captura. Ora o jogador oponente, das pedras pretas, é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por vezes passa o jogo para Renan Calheiros, presidente do Senado, e por trás dos bastidores está sempre Lula como uma dama de companhia do rei - quem manda é a dama... O nível de complicações desse jogo dos poderes em Brasília chegou a tal ponto que Dilma não mais mexe as pedras, delegou ao seu vice, Michel Temer, essa função, além da tutela exercida por Lula; se bem que um tutor desses até eu dispensaria, traiçoeiro quando lhe põe um microfone nas mãos... Por vezes os peões do mesmo oponente se rebelam e racham seus partidos. Imaginem isso num universo de mais de 30 partidos dessa República Federativa do Brasil; vira uma verdadeira esbórnia.

 Os cidadãos, desde os que votaram em Dilma e obviamente aqueles que não votaram, querem sua saída do governo e a extinção, execração, aniquilamento do Partido dos Trabalhadores, que na realidade nada mais tem de conceito de trabalhador, e, sim de magnatas de colarinhos brancos, ricos investidores em latifúndios, imóveis a fazer inveja aos sheiks do petróleo, além de encherem os cofres em dólares e ouro nos bancos suíços e dos paraísos fiscais. Lula disse recentemente, aliás, ao fundo barulhento de um panelaço, que Dilma é uma mãezona. Na realidade, mãezona (deles, do PT) são a Petrobrás, o BNDES, os Correios, a CEF e o Banco do Brasil. Os brasileiros estão em xeque-mate, pois já não aguentam mais andar em tantas passeatas, carreatas, cavalgadas e se especializaram em fazer das panelas seu meio de comunicação e de protesto. E Dilma blefa no jogo: sorri e diz que está tudo bem e que isso é democracia, que ela ajudou a criar no País. E o PT vai à televisão e diz tantas inverdades que seus componentes imaginam, a começar pelo presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, que a população brasileira é formada por homens imbecis, para não dizer debiloides. Até quando?


Gilson Marcio Machado


São Paulo

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PREFÁCIO DO LIVRO : OS PAIS DA GERAÇÃO Y por Moacir Assunção

*Moacir Assunção

Aprendamos com os mestres, o mundo será melhor

Gílson Marcio Machado, escritor e parkinsoniano de 67 anos, e Norberto Chadad, CEO da Thomas Case & Associados, são mestres em suas respectivas áreas e, portanto, têm muito a ensinar. E todos nós, seus leitores, muito a aprender. Exemplo disso é o livro Os filhos da Geração Y, escrito por Gilson, e que conta com uma participação fundamental de Norberto. O primeiro, autor de outras três obras, sofre do temido Mal de Parkinson e, ainda assim mantém viva a sua verve literária, em textos curtos, no formato de crônicas, nos quais traz informações de grande importância aos idosos que, segundo as estatísticas mais recentes, representarão nada menos que 26,7% da população brasileira em 2060 – ante apenas 7,4% neste ano de 2015. Confirmado isso, será um salto extraordinário para um País que sempre jactou-se, desde os anos 1970, de ser uma nação de jovens. Seria como se jovens não envelhecessem.

Norberto, por sua vez, que ocupa os últimos capítulos da obra, vinda a lume em um momento difícil para o País em termos econômicos e sociais, quando enfrentamos o risco concreto de uma recessão, mas também rico em desafios. É nestes momentos, no entanto, que as mentes brilhantes trabalham febrilmente para encontrar saídas para a crise o que, em outros momentos, talvez não fosse necessário e não precisássemos dar tratos à bola para pesquisar e mudar caminhos já traçados de
antemão. Em seu espaço, ele, que é o principal executivo da prestigiada consultoria Thomas Case & Associados, oferece conselhos preciosos para quem pretende ingressar ou se manter no mercado de trabalho, que poderiam, talvez, ser sintetizados em uma frase: “ame tudo o que faz. Todas suas atitudes são um ganho na fortuna cambiante do tempo”, tal como descrito no famoso texto Desiderata, de autoria do poeta e filósofo americano Max Ehrmann.

A exemplo das velhas nações europeias, o Brasil entrou, nas últimas décadas, em um ciclo constante de envelhecimento de sua população. A cada dia que passa, temos a oportunidade de observar – até maravilhados- idosos que antes se limitavam a ficar em casa assistindo TV e reclamando da vida praticando algo bem diferente. Hoje, eles saem para dançar, se encontram, namoram, viajam, trocam experiências e estudam. Vivem com intensidade, enfim. E muitos são ainda cidadãos produtivos nas empresas. Pessoalmente, tenho a experiência de dar aulas na Universidade da Terceira Idade, da Universidade São Judas Tadeu, onde trabalho, e percebo, nesta função, a satisfação de pessoas de 60, 70 anos ao sentirem que ainda podem aprender, descobrir coisas novas, o que é, realmente, a essência de uma vida plena. Somos eternos aprendizes, de fato.

Isso representa uma enorme mudança desde os anos 1970, quando cantávamos, junto com a seleção “Setenta milhões em ação”. Hoje, somos pouco mais de 200 milhões. Esta transformação no perfil populacional é algo bem-vindo porque demonstra que mudou, para melhor, o conceito de velhice no Brasil. No entanto, traz um problema: temos, cada vez mais, uma população menor trabalhando para permitir que outros se aposentem. Essa situação, naturalmente, traz um desequilíbrio ao balanço de pagamentos da Previdência, com menos gente contribuindo por aposentado, de forma que o resultado sempre será o déficit nas contas do governo.

Os povos europeus, com uma história muito mais antiga que a nossa, que integramos o Novo Continente, sofreu e tem sofrido com este problema que se avizinha no Brasil, conforme demonstra Gilson: o crescimento de uma população idosa, combinado com baixas taxas de natalidade, o que produz a equação perversa relatada linhas acima. O que fazer para enfrentar esse grande problema? Não será fácil, mas encontraremos uma saída. Karl Marx, o grande filósofo e economista alemão, disse, certa vez, que o homem jamais se colocou um problema que não conseguisse resolver. E é o que faremos, certamente. Ter consciência dessa dificuldade, como Gilson demonstra em seu livro, já é o primeiro passo nesse sentido.

Na obra, o autor, ao mesmo tempo, em que faz um interessante roteiro sobre os anos 1950, 1960 e 1970, ligando-o com dados históricos do período, também nos oferece dados sobre o Estatuto do Idoso, formas de obter auxílio governamental para idosos, e de calcular o fator previdenciário, entre outras informações úteis para quem vê a passagem do tempo. E sabe que não terá o que fazer para evitar isso. Como diria o mestre escritor e jornalista Fernando Jorge, “a vida é uma permanente conta de subtração”. A frase demonstra, de maneira magistral, a forma curiosa como perdemos, com a passagem do tempo, pessoas que estão ao nosso lado, simbolizado, na mitologia grega, pelo Deus Cronos ( o tempo), que engole a todos, indistintamente do seu poder. Até mesmo Zeus, deus máximo do panteão dos deuses e semideuses gregos, passa pela experiência de ser deglutido por Cronos, embora consiga, depois, reverter o processo.

Assim é que, depois de ler Os filhos da Geração Y, estaremos mais capacitados, primeiro, para enfrentar o dilema da velhice da qual só escaparemos em uma hipótese: se morrermos jovens, o que ninguém quer, salvo os suicidas. Também poderemos conhecer uma doença insidiosa e terrível, o Mal de Parkinson, graças às lições do autor. De outro, poderemos, graças às preciosas dicas de Norberto, construir uma carreira sólida e respeitada em qualquer área da febril atividade humana. O livro de Gilson, então, com participação de Norberto, terá o condão de agradar a jovens e idosos. Os dois lados da balança da vida estarão equilibrados, de forma que prevejo um presente e um futuro glorioso para Os filhos da Geração Y. Como diria um ícone dos anos 1970, quando vivi a minha juventude, Dr Spock, de Jornada nas Estrelas, “vida longa e próspera” para a obra e seus autores.


*Moacir Assunção é jornalista, historiador e professor universitário. Autor do livro recém-lançado São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na Revolta de 1924 (Record), e de outras nove obras, entre as quais Os homens que mataram o facínora – a história dos grandes inimigos de Lampião, finalista do Prêmio Jabuti 2008, concorrendo com a obra 1808, de Laurentino Gomes. Mestre em História Social pela PUC-SP, é ex-repórter de Política do jornal O Estado de S.Paulo, escreve para várias publicações, como Veja São Paulo, Superinteressante e Aventuras na História (Abril) é jornalista freelancer, consultor em Comunicação Social e professor da Universidade São Judas Tadeu nos cursos de Jornalismo e Gestão de Recursos Humanos.